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Archive for fevereiro \03\UTC 2015

Quando o axé nasceu, eu nasci também!

A Rainha jovem

A Rainha jovem

“Axé,
achei
que bem
me fez”

Eu não nasci há 10 mil anos atrás, mas nasci no momento certo. Eu nasci junto com o axé. Não foi há 30 anos (minha cara arde em dizer isso), mas o axé também não nasceu em 1985. Ele apenas de descobriu, se intitulou, se percebeu axé. E assim foi comigo. Eu nasci como o axé. Sou uma mistura de galope com frevo, numa música de dois tempos, em cima do palco que não fica parado.

Eu nasci com o Chiclete com Banana, pra quê melhor? E me descobri axé com a Daniela Mercury. Para não insistir nas metáforas bobas, vou dividir com vocês um pedaço da minha infância. Eu sempre fui doida por música. Aos 3 anos, roubava os vinis de meu primo e os escutava na radiola da minha tia. Era o disco da Gal. Gal Tropical. Eu pedia para meus pais me levarem aos bailes, e eles atenderam sempre, desde pequenina. Aos 7 anos, subi pela primeira vez num trio. Era o PInel, e quem tocava era o Durval. Aos 11 tirei minha primeira foto com ele. Antes disso, ia aos shows do Cheiro de Amor, Banda Beijo e, claro, Daniela Mercury, minha rainha!! Eu amo essa mulher!!!  Meu pai, paciente e também admirador, sempre esperava na porta do camarim. Netinho era minha paixão. E Ricardo Chaves meu galã (e ele não envelhece, né, gente, continua galã!).

Axe 30 anos

Sou desse tempo

30 anos de axé, parece que foi ontem. Tantos artistas novos, tantos talentos na nossa Bahia. E músicas que não me canso de ouvir… Entre elas, Um frevo Novo (Caetano), Chão da Praça (Moraes Moreira), Baianidade Nagô (Mel), Beija-Flor (Timbalada), Ai Nega (Pinote/Papaleguas), Me sinto Só (Pinote/Papaleguas/Mel?), Rosa (Olodum), Rapunzel (Daniela), Me Abraça (Asa), Preciso de Você (Netinho), Tema do Cheiro (Cheiro), O Beijo (Acordes Verdes/Luiz Caldas), Pipoca (Ara Ketu), Vou trocar meu colar por um beijo (Chica Fe), Peraê (Banda Beijo/Gilmelandia), Pererê (Ivete), Eva, Manda Ver (Eva), Comando (Harmonia), Topo do Mundo (Jauperi? Daniela Mercury), Vixe Mainha (Afrodisiaco) DO Nosso jeito (Chiclete), Corda do Caranguejo (Claudinha no Babado), etaaaa que nem lembrei de metade… As velhinhas são tão gostosas,,,

Parabéns ao axé pelos nossos 30 anos de alegria carnavalesca o ano todo. Nós somos assim. Música animada em palco que não para num lugar só.

Leva o trio, motÔ…

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Falta pouco

Quem me encontrar nas ruas por esses dias, não irá me reconhecer! Passei o mês de férias, dando ordem a minha documentação para imigração, e tomando muito sol. Estou bronzeada, deixei o cabelo ondulado natural, sem escova, sem maquiagem… Sinto-me uma perfeita turista, Agora, sem carro (já vendido para poder comprar outro do lado de lá), talvez você me veja por aí pedalando, ou paletando, coisas que adoro fazer, mas não tinha tempo. Quando o sol estiver lindo, talvez me encontre na praia (com uns quilinhos a mais, por causa da ansiedade), e quando o calor tiver de rachar, meu point é o cinema. Estou conseguindo ir às massagens que contratei ao ficar grávida, mas que o corre-corre do trabalho ainda não tinha me deixado desfrutar. E estou indo às festas, ensaios, e encontros. E só não vou mais porque é preciso dar conta da pequena Malu e as babás nos pregam peças…

Agora faltam 3 semanas para me despedir do meu paraíso, da minha família e do meu calorzinho baiano. Dá um frio na barriga e uma tristeza muito grande, admito. Eu sou humana, sou libriana, e não sou tão valente quanto eu pensava. Deixar tudo pra trás dói mais do que eu imaginava, Deixar o trabalho é assustador, deixar a Bahia é apavorante, e deixar meu “bereguedé carnavalesco” é de doer…

Mas quando a quarta-feira de cinzas chegar, tudo já estará tão suficientemente triste que qualquer lágrima a mais não fará tanta diferença. Por agora, é curtir nossos quitutes culturais, climáticos, gastronômicos enquanto há tempo…

Axé!

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