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Cheguei!

Cidade do Porto

Cidade do Porto

Velho mundo, cheguei.

Do alto do avião, vi as 4 pontes da cidade por Porto indicarem que a minha vida está mudando. E ao desembarcar, o bafo gélido deste mundo quase congelou a quente baiana.

Não está sendo fácil traçar as primeiras linhas. Ainda não estou devidamente instalada. Sem casa, carro e creche, o tempo corre sem que eu o veja. O frio, no entanto, não é tão discreto assim. Qual o ponto de congelamento de uma baiana? Eu diria 12 graus. É o suficiente!

Tentei fazer uma moqueca, usando o óleo de palma que eles têm por aqui. Teoricamente é o mesmo que azeite de dendê, mas na prática o gosto é uma “mizera”. O leite de coco também não ajudou muito, e.. bem, digamos que vou esperar até que esteja em Bahia firme para voltar a comer o quitute. Se alguém estiver vindo pra cá, anote aí: tragam-me azeite de dendê e o leite de coco. A casa agradece,

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Quando o axé nasceu, eu nasci também!

A Rainha jovem

A Rainha jovem

“Axé,
achei
que bem
me fez”

Eu não nasci há 10 mil anos atrás, mas nasci no momento certo. Eu nasci junto com o axé. Não foi há 30 anos (minha cara arde em dizer isso), mas o axé também não nasceu em 1985. Ele apenas de descobriu, se intitulou, se percebeu axé. E assim foi comigo. Eu nasci como o axé. Sou uma mistura de galope com frevo, numa música de dois tempos, em cima do palco que não fica parado.

Eu nasci com o Chiclete com Banana, pra quê melhor? E me descobri axé com a Daniela Mercury. Para não insistir nas metáforas bobas, vou dividir com vocês um pedaço da minha infância. Eu sempre fui doida por música. Aos 3 anos, roubava os vinis de meu primo e os escutava na radiola da minha tia. Era o disco da Gal. Gal Tropical. Eu pedia para meus pais me levarem aos bailes, e eles atenderam sempre, desde pequenina. Aos 7 anos, subi pela primeira vez num trio. Era o PInel, e quem tocava era o Durval. Aos 11 tirei minha primeira foto com ele. Antes disso, ia aos shows do Cheiro de Amor, Banda Beijo e, claro, Daniela Mercury, minha rainha!! Eu amo essa mulher!!!  Meu pai, paciente e também admirador, sempre esperava na porta do camarim. Netinho era minha paixão. E Ricardo Chaves meu galã (e ele não envelhece, né, gente, continua galã!).

Axe 30 anos

Sou desse tempo

30 anos de axé, parece que foi ontem. Tantos artistas novos, tantos talentos na nossa Bahia. E músicas que não me canso de ouvir… Entre elas, Um frevo Novo (Caetano), Chão da Praça (Moraes Moreira), Baianidade Nagô (Mel), Beija-Flor (Timbalada), Ai Nega (Pinote/Papaleguas), Me sinto Só (Pinote/Papaleguas/Mel?), Rosa (Olodum), Rapunzel (Daniela), Me Abraça (Asa), Preciso de Você (Netinho), Tema do Cheiro (Cheiro), O Beijo (Acordes Verdes/Luiz Caldas), Pipoca (Ara Ketu), Vou trocar meu colar por um beijo (Chica Fe), Peraê (Banda Beijo/Gilmelandia), Pererê (Ivete), Eva, Manda Ver (Eva), Comando (Harmonia), Topo do Mundo (Jauperi? Daniela Mercury), Vixe Mainha (Afrodisiaco) DO Nosso jeito (Chiclete), Corda do Caranguejo (Claudinha no Babado), etaaaa que nem lembrei de metade… As velhinhas são tão gostosas,,,

Parabéns ao axé pelos nossos 30 anos de alegria carnavalesca o ano todo. Nós somos assim. Música animada em palco que não para num lugar só.

Leva o trio, motÔ…

Falta pouco

Quem me encontrar nas ruas por esses dias, não irá me reconhecer! Passei o mês de férias, dando ordem a minha documentação para imigração, e tomando muito sol. Estou bronzeada, deixei o cabelo ondulado natural, sem escova, sem maquiagem… Sinto-me uma perfeita turista, Agora, sem carro (já vendido para poder comprar outro do lado de lá), talvez você me veja por aí pedalando, ou paletando, coisas que adoro fazer, mas não tinha tempo. Quando o sol estiver lindo, talvez me encontre na praia (com uns quilinhos a mais, por causa da ansiedade), e quando o calor tiver de rachar, meu point é o cinema. Estou conseguindo ir às massagens que contratei ao ficar grávida, mas que o corre-corre do trabalho ainda não tinha me deixado desfrutar. E estou indo às festas, ensaios, e encontros. E só não vou mais porque é preciso dar conta da pequena Malu e as babás nos pregam peças…

Agora faltam 3 semanas para me despedir do meu paraíso, da minha família e do meu calorzinho baiano. Dá um frio na barriga e uma tristeza muito grande, admito. Eu sou humana, sou libriana, e não sou tão valente quanto eu pensava. Deixar tudo pra trás dói mais do que eu imaginava, Deixar o trabalho é assustador, deixar a Bahia é apavorante, e deixar meu “bereguedé carnavalesco” é de doer…

Mas quando a quarta-feira de cinzas chegar, tudo já estará tão suficientemente triste que qualquer lágrima a mais não fará tanta diferença. Por agora, é curtir nossos quitutes culturais, climáticos, gastronômicos enquanto há tempo…

Axé!

Fazendo as malas

SilviaSer entrevistado não é coisa fácil. Sempre soube disso, mas essa semana senti na pele. Foi hora de dar entrevista para o Mosaico e me despedir dos telespectadores. Tempo curto, nervosismo, e muita confusão nas respostas. Resultado: não disse nem metade do que gostaria e devo ter me sentido como todos (ou boa parte) de meus entrevistados ao longo desse sete anos. E como na internet, a lauda é livre, escrevo quanto eu quiser, vou dizer o que eu gostaria…

Em primeiro lugar: obrigada. Obrigada a todos que me ajudaram. A lista é grande e eu tenho até medo de ser injusta esquecendo alguns. Mesmo assim, vou citar pessoas importantes. Em primeiro lugar, obrigada a Eduardo Argollo, a Jefferson Beltrão e Alessandra Franco. Foram três pessoas chaves para minha entrada na Rede Bahia. Para quem não sabe, eu entrei com MUITA insistência de minha parte. Fiquei no pé do Jeffersson, convencedo-o de que eu seria a melhor estagiária que ele poderia ter. Fiz duas seleções, prova de português, teste prático e entrei. Nunca me passou pela cabeça começar em outro lugar que não aqui na REDE. Jefferson foi meu primeiro orientador, e o melhor, pois nos tempos de hoje raros são aqueles que literalmente “corrigem” e dão feedback (positivo e negativo) aos seus estagiários.

Muito obrigada a meu mestre, guru e apoiador Antônio Carlos Santos, a voz grave da Globo FM, que sempre esteve no meu pé para tentar sempre o melhor para mim.

E isso foi só o começo, em 1998, quando vim pra cá. De lá pra cá, muitas empresas: Globo FM, TropicalSat, iBahia, Icontent, Bahia Vídeo, Tv Bahia… Muitas seleções, testes de vídeo, fui produtora em programas como Na Carona, Rutz, Salvador, Cultura e Arte, em Off. Fiz transmissões para o Barra Fashion, Carnaval, Festival de Verão. Apresentei programas na TV Salvador como o Mundo Melhor e o Som na Caixa. Até chegar à seleção para o Mosaico…

Meu muito obrigada a Mira Silva, Lilia Gramacho, Claudia Lima, Sergio Siqueira, que sempre me apoiaram e acreditaram em mim. Lembro que Lilia não me deixava gravar comerciais no início da carreira para não desgastar imagem porque acreditava que algo maior estava por vir. E eu, sem grana, ficava estressada… kkkk

Entrei afetivamente na Rede em 1998 e efetivamente em 2002 através de Bernardo Araújo. O Mosaico veio em 2007. São cerca de 17 anos de história…

Quando fui entrevistada eu esqueci de dizer o mais importante!!!! Obrigada a todos que me ajudaram de alguma forma a chegar aqui! Obrigada aos meus cinegrafistas e assistentes que tanto adoro. Meus produtores que pacientemente atenderam como puderam às minhas demandas muitas vezes complicadas… A meu diretor fantástico Fabio Vaz.

Fico muito feliz por estar sendo substituída por alguém tão competente e querida quanto a Renata Menezes. Desejo a ela toda a sorte e que se divirta muito gravando com essa equipe incrível. O Mosaico Baiano foi premiado esse ano pela Globo. Não tenho dúvidas de que o segredo de seu sucesso é o amor da equipe. A dedicação é imensa, não desligamos nunca, e fazemos tudo com muito empenho.

Do lado de lá…

Ribeira_do_portoEstou indo viver do outro lado do Atlântico em Porto, Portugal. Dizem quem é possível tirar um baiano da Bahia, mas nunca a Bahia do baiano. E assim me parece ser. Estou indo com o coração apertado, é verdade, mas também como muita fé de viver coisas novas. É muito clichê aquele papo de encerrar uma jornada, mas o fato é que todos nós precisamos de desafios, de frio na barriga e de novidade para viver. A rotina por vezes nos faz valorizar menos as coisas preciosas da vida. Agora é andar, seguir em frente e ver como vai ser. Olha a foto do Porto aí do lado… E não é que lembra um pouco Salvador?

E a gente se vê por aí…

Arrumar a casa, as malas, o coração…

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Noiva

Noiva


Vamos começar pelo casamento.

Ohhh o casamento…
Fiquei tão estressada, tão estressada às vesperas da cerimônia, que no dia D estava gripada, sem voz e em prantos. Tanto para fazer, e tantas preocupações, tão pouco tempo… Já não comia, não dormia, imunidade baixou e fiquei bem ruinzinha. Mas passada a agonia, devo dizer que deu tudo certo! Foi uma festa linda, majestosa, repleta de amor.
Foi uma festinha pequena, 80 convidados apenas, muita gente ficou fora da lista (e eu morrendo de vergonha de olhar pra cara delas depois), mas enfim, era essa a proposta, um mini wedding só para os mais chegados, aqueles que acompanharam nossa relação do início. Foram só dois casais de padrinhos, uma daminha e a minha filha entrando no colo da sogra trazendo as alianças. Tudo bem clean. Cedo.
Entrei antes das 18 horas na igreja da Conceição da Praia, depois do meu motorista português (o amigo Nuno Silva) se perder pelas ruas do Pelourinho e ser ajudado pela polícia. Era pra ter sido mais cedo, mas algumas pessoas estavam atrasadas e eu queria todo mundo lá dentro. Ao chegar na porta da igreja, me emocionei e achei que a maquigem de Kal Nascimento ia descer pelo ralo! kkkk (O Kal é um velho conhecido, e agora está no GNT no programa Desafio da Beleza, talentosíssimo.) Respirei fundo, engoli o choro e me preparei.

De início, eu não fazia nenhuma questão de me casar dentro da igreja. Eu sou católica, acredito em Deus, mas acho que esse mercado é muito duro com quem não quer gastar. As igrejas metem a faca, os padres idem, e todo o resto do mercado de casamento, nem se fala. É tudo muito caro. Só que meu marido fez questão, ele queria muito receber o sagrado matrimônio, então… vamos lá… Admito que que nada se compara a sensação de entrar numa igreja para casar. É muito emocionante, iluminado… E naquela igreja então… Aff queimei a língua, porque valeu cada centavo. Por isso, recomendo. Igreja faz toda a diferença sim!!

Mas agora deixa eu passar pra parte afiada do negócio. O mercado de casamento. Êta mercado, viu??? É preciso pesquisar MUITO, bater de porta em porta, pedir mil orçamentos, checar afinidades com os fornecedores. Tem gente que se acha demais, cobra demais e não faz nada além do que seus concorrentes mais humildes. A gente se empolga com o marketing da galera, mas a verdade é que dá para economizar até 50% pesquisando. E pechinche. Sempre dá pra fazer por menos, se pagar à vista.
Tive fornecedores incríveis. Vou citar alguns aqui, não dá pra falar de todos! No meu caso, deu tudo muito certo!!

Minha fornecedora número 1: Minha assessora e cerimonialista Ana Flávia Casé (essa de preto na foto acima). Muita gente questiona esse serviço e o considera supérfluo. NÃO É!!! Se essa pessoa não cuidar dos seus pepinos, vai sobrar tudo pra noiva! Já pensou, no dia do casamento, cai aquela chuva e você entre uma massagem e a maquiagem precisa achar e contratar um toldo de urgência? Isso não é de Deus!! Deixe todos os pepinos para a assessora!!! Sobrou comida? Ela ajuda a estocar. O fornecedor está atrasado? Ela dá pressa. Minha gente, é uma mão na roda. Ah, como deu certo! Conheci a Ana Flávia gravando matéria para o Mosaico e a empatia foi imediata! Ela foi tudo de bom!

Quem cuidou da minha decoração foi o fofo do Maurício Kurihara, que me indicou outro fofo (e louco) para cuidar da minha iluminação: o Ricardo Freitas. Duas criaturas nota 10, super antenados, talentosos, e responsáveis! Maurício pra mim é hoje dos melhores decoradores de Salvador, além de ser uma pessoa zen (muito importante, porque a gente fica histérica). Resolveu coisas que nem eram da obrigação dele. E Ricardo, figuraça, deixou minha festa toda linda, com uma luz de primeira, super econômica e nem precisei de gerador. E o seu DJ também, muito bala. O Cris animou geral. Vou deixar claro que contratei essa turma, não estou aqui permutando elogios (quem dera), mas acho que o que é bom precisa ser elogiado.

Meus vestidos (os dois) foram da Elizabeth Noivas. Vou contar um segredo… Eu vesti todos os vestidos de noiva de Salvador! kkkk Ou quase isso! Fui em todas as lojas, mas me encantei com o atendimento das meninas da Elizabeth. Vou contar um caso épico, do qual deveria me envergonhar, mas agora que agonia passou podemos rir dele. Véspera do casamento: sem dormir, sem comer, atrasada pra tudo, estressada. Bato o carro na frente da loja… E lá vem dona Elizabeth me salvar. Eu, em prantos, e ela e Claudete me botando no colo para me acalmar. Não só me deram água com acúcar como almoço!! É isso mesmo! Me vestiram num roupão, me botaram pra dormir e me deram comida! Eu estava um lixo e saí de lá novinha em folha! Anjos da guarda, onde a gente encontra gente assim no mercado???

Minhas sandálias foram da Sabrinas. A Priscila, mesmo recém parida, não desgrudou do meu pé (junto com a Débora) para garantir que elas iam sair exatamente como eu queria. E ficaram lindas e prontas bem antes do prazo, embora eu tenha feito a encomenda super em cima da hora.

Bolo. Gente, bolo é um negócio inacreditavelmente caro. Eu, que sou meio pão dura, já tinha decidido cortar o bolo do casamento. Juro. Eu não entendia como um simples bolo poderia custar mais de 2 mil reais. Respeito o trabalho das artesãs, mas peraí!! É uma maquete! É um bolo! Não dá pra gastar tudo isso num bolo. Eu não queria nada de 5 andares, porque minha festa, como já disse, era mini. Então achei um bolo delicioso e com preço justo. Compartilho com vocês o nome dela: Conça Galvão. Ficou show!

É sem dúvida uma festa inesquecível, que passa muito rápido, e que deixa saudades. No dia da sua, aproveite cada minuto!

Vou ali gravar matéria, mas volto pra contar mais novidades…

Beijos

Lá vem a noiva…

Contagem regressiva para esse dia especial.
Tic Tac
É tanto estresse, minha gente, uma lista de pendências que não tem fim nunca…
Mas acho que será incrível.
Conto pra vocês depois…
Um beijo!

Mosaico de volta na final da Copa

brasil
Não, não estamos de férias. Para muitos é tempo de Copa, de reunir os amigos para fazer a torcida, de protestar nas ruas (alô, alguém?), de vestir verde e amarelo, de torcer pros times mais fracos nas partidas em que o Brasil não participa… E para nós, aqui na redação, é hora de trabalhar! O Mosaico Baiano volta no dia 12, véspera da final, com muitas novidades, matérias de aventura, viagens, gastronomia e cultura. Você não pode perder!